Brasil-França

Lembrar da influência da França na cultura brasileira é algo que nos faz percorrer um caminho filosófico-artístico e poético que nomeia o anônimo, recorda o esquecido e dá voz ao silêncio. Até os anos 1960, a cultura francesa tomava conta do mundo ocidental, não é por acaso que o idioma francês é o único falado… Read more »

Lembrar da influência da França na cultura brasileira é algo que nos faz percorrer um caminho filosófico-artístico e poético que nomeia o anônimo, recorda o esquecido e dá voz ao silêncio.

Até os anos 1960, a cultura francesa tomava conta do mundo ocidental, não é por acaso que o idioma francês é o único falado oficialmente nos cinco continentes. No Brasil, havia uma comunicação cotidiana entre os dois países, via cultural. Os colégios de freiras se ocupavam da educação de uma elite juvenil feminina. A Universidade de São Paulo, em 1934, foi buscar na França intelectuais e cientistas para sofisticar seu quadro acadêmico e assim vieram Roger Bastide, Lévi-Strauss, entre outros.

O intercâmbio entre a França e o Brasil vem de longa data e este ano toma vários espaços culturais. Na bienal de São Paulo, de 1951 a 1961, críticos franceses participaram do júri de premiação em sete edições, e artistas daquele país levaram prêmios em oito.

Na contemporaneidade, Tunga foi o artista brasileiro que mais se destacou na França, onde fixou residência na década de 1980, e onde realizou várias exposições na galeria Daniel Templon, expôs no Grand Palais, Louvre e chegou à X Documenta de Kassel, convidado pela curadora da mostra, a crítica francesa Catherine David. Nosso especial relembra aqueles tempos de Tunga na iluminada e efervescente Paris da época. As Xifópagas Capilares da foto acima, são uma expressão do período.

ARTE!Brasileiros também destaca algumas exposições importantes que movimentarão neste segundo semestre o Ano da França no Brasil, como o inesquecível Matisse, reverenciado por todos, que traz sua alegria à Pinacoteca do Estado de São Paulo; de Chagall, na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte e em seguida no Rio de janeiro, com momentos singulares de uma vasta obra; Cartier-Bresson, que o público poderá apreciar em um significativo conjunto de fotografias. O design ganha vitrina na exposição do Museu da Casa Brasileira.

Ainda nesta edição, um artigo especialmente elaborado para mostrar a magnitude do patrimônio francês que integra os acervos das mais importantes instituições brasileiras. E há muito mais!


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