No primeiro discurso desde que assumiu o mandato em junho, o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, disse que o país não irá pedir abrandamento das metas impostas no pacote de resgate que recebeu, mas que precisará renegociar prazos de redução de déficit orçamentário para conseguir cumpri-las. Segundo Samaras, a Grécia precisará de mais dois anos para implementar os ajustes necessários.
O primeiro-ministro afirmou espera chegar a um acordo com seus sócios e credores, o Banco Central Europeu (BCE), a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), para modificar o documento, chamado de memorando, que determina as condições de ajuda à Grécia. “É para conseguir os objetivos que teremos que modificar as medidas que agravam a recessão”, disse.
Como primeiras medidas de saneamento dos gastos governamentais para atender ao memorando, Samaras anunciou dezenas de fusões e fechamento de órgãos públicos, aceleração das privatizações principalmente de companhias ferroviárias e elétricas.
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