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1 de setembro de 2009

Por que Rio de Janeiro e não São Paulo?

Logo da campanha

Logo da campanha

Queridos, desta vez a rapidez com que reagiu o Rio de Janeiro é digna de elogios. Poucos dias após o início da votação que pode eleger o Rio de Janeiro como o melhor destino gay do mundo, a Cidade e o Estado do Rio se uniram e começaram uma campanha forte, com logo e tudo, para que todos entrem no site e votem. Estar entre os cinco melhores já é bárbaro, mas melhor ainda será ganhar, e o Rio tem bala para isso. Acho que todo mundo deve votar, sendo carioca ou não – clique aqui. Turismo, gay ou não, traz dinheiro, gera empregos, melhora o Brasil na cena mundial!

Então, vocês podem me perguntar: por que Rio e não São Paulo? Não é São Paulo que organiza a maior parada gay do mundo? Nossa vida gay é pior do que a dos cariocas? Não sei por que o site escolheu o Rio para esta eleição, mas como eu conheço as duas cidades, e sei da rixa entre as duas, dou minha opinião e alguns elementos, para que ninguém brigue e todos votem.

Falando estritamente do ponto de vista gay, Rio e São Paulo são universos muito diferentes. Maravilhosos, cada qual à sua maneira, e a diferença é simples: a vida gay no Rio de Janeiro é diurna. Sol, praia, vida ao ar livre, etc… São Paulo, para nós, gays, é uma cidade noturna! A vida gay em São Paulo ferve mesmo é à noite, com nossos bares, restaurantes e casas noturnas. Sextas-feiras eu tenho dado dicas de bares e casas noturnas gays, e outras onde o público é mais misturado, e é difícil selecionar entre tantas as alternativas. O Rio tem ótimas casas e bares gays, mas a dinâmica é diferente. Enquanto os paulistanos  se guardam de dia e depois se jogam com tudo à noite, aqueles cariocas que já aproveitaram o dia, pouco saem à noite, ou dão uma saída rápida e vão dormir mais cedo, para aproveitar o dia seguinte.

Foto de pedro Stephan

Foto de Pedro Stephan

Ser um dos destinos turísticos mais famosos do mundo ajuda o Rio, lógico, ainda mais com aquela  natureza lindíssima de montanha e praia juntos. A vida diurna estimula a “geração saúde”, e acaba por levar uma parcela desta geração, carregada de testosterona, para a vida ao ar livre, e aí, queridos, o espetáculo é inigualável. Lá estão muitos dos homens mais maravilhosos do planeta, ao ar livre, na praia, vestidos só de sungas, e mostrando os corpos cuidadosamente esculpidos. Basta sentar e ficar olhando. Eles estão em toda parte, bares de esquina, e toda a orla marítima, mas os gays se reúnem da Praia de Ipanema, entre Vinicius de Moraes e Farme de Amoedo, onde está fincada uma enorme bandeira do arco íris. Muitos paulistas dão o braço a torcer, e reconhecem que os homens cariocas são especiais, quentes, alegres, enfim, arrasam! Jamais direi que os paulistas são menos, mas digo, sim, que os cariocas, no mínimo, mostram mais. Paulistas e Paulistanos, não fiquem bravos comigo. Detesto essa rixa entre Rio e São Paulo, pois cada uma é cada uma!

Enfim, esta é a minha opinião, a realidade como eu a vejo. Moro em São Paulo e não troco esta cidade por nada neste mundo, mas acho que o Rio, com seu apelo de qualidade de vida, seus homens e sua natureza deslumbrantes, merece o título mundial.

Abraço do Lourenço.

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Comentários

Concordo com vc: essa rixa é uma besteira. Nenhuma cidade do mundo é perfeita. O Rio tem pontos fortes e fracos, como São Paulo.

Apesar de ser um bichinho noturno (meu bronzeado se restringe ao rosto e as braços porque aqui a gente se bronzeia andando na rua), eu gosto do Rio. A paisagem daqui é uma coisa divina: impossível ver um por-do-sol da pedra do Arpoador e não se sentir inspirada. :)

Ainda assim a gente anda perdendo qualidade de vida. Muito barulho, muito trânsito… o carioca anda muito estressado. Às vezes é até difícil de reconhecer. De uma maneira geral, diria que a nossa auto-estima anda em baixa.

Apesar de tudo isso, votei na cidade. O Rio tem vocação turística não só pela natureza, mas também porque o carioca gosta de receber os gringos. Eu notei uma diferença drástica quando visitei outras cidades super turísticas no exterior: não vemos o turista como um incômodo, ao contrário, nos sentimos orgulhosos por eles gostarem de nos visitar. :)

Que venham os gays também! A Farme vai bombar! :D

O Brasil também participa na mesma enquete na categoria “Best Gay Bar” in the Word com “The Week Rio and São Paulo”.

PRIMEIRA FOTO DE HOMEM BONITO EM MAIS DE DUAS SEMANAS. LOURENÇO, VOCÊ NÃO É MAIS O MESMO. MANDA MAIS AI, VAI.

Tá. O RJ é mesmo uma cidade maravilhosa. Mas uma passada em Petrópolis pra pegar um friozinho de montanha também tem seus encantos. Desculpe, querido, mas estou mesmo me tornando uma sapa indoors.

O rio graças as suas belezas naturais e ao fato de ter sido capital durante muito tempo.
Tem essa vocação turistica e qualquer carioca tem que valorizar isso final turismo gay ou não
e ja dizia marco aurelio(imperador romano e filosofo) pecunia no olit, dinheiro não tem cheiro.
São Paulo e uma cidade sem as belezas naturais
e procura compensar com uma noite incrementada mas isso os gays tem em seus paises né.

Carioca,
Adoro quendo visitam meus posts antigos. O importante é que o Rio ganhe, rixa de vzinho não pode existir. Em termos de beleza natural, nenhuma cidade bate o Rio, concordo, e incluo nas belezas naturas as pessoas lindas na praia.
Abração do Lourenço

[...]  Por que será que o prêmio de melhor destino gay dado ao Rio fez mal a São Paulo? Nunca encontrei tantos paulistas como este feriado, no Rio, lá pelas cercanias da Farme de Amoedo. Elogiaram as casas de sucos, coisa típica carioca, um deles, empresário, quer abrir uma aqui em São Paulo. E saíram a noite, se jogaram na balada, animação total. Voltaram para SP com belas olheiras, e os telefones de dois cariocas “deliciosos” no bolso. Provavelmente, as bibas que vierem ao Rio, também vão ler sobre a noite paulistana, sobre nossas atrações culturais, nossos restaurantes,  etc…  Só precisamos ser mais agressivos na captação destes turistas. O Rio deu show este ano, disputando – e levando, de olimpíada a melhor destino gay.  Só não podem uma coisa – se comportar como vizinhos adolescentes. Também não podem encher a paciência do Cavalcanti, que anda curta. [...]

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