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4 de novembro de 2009

São Paulo e Rio de Janeiro

Amo essa cidade

Amo essa cidade

Pronto, já levei bronca. Não de homofóbicos, pois CHEGA, aviso que não vou dar mais espaço ou atenção a eles! Dessa vez, são meus próprios vizinhos, em São Paulo, que azedaram, reclamaram que eu virei carioca, que só elogio o Rio de Janeiro,  não gosto de São Paulo. Para começo de conversa, não nasci lá nem cá, sou petropolitano, nasci na mesma cidade que Rodrigo Santoro, isso está na cara. Moro em São Paulo há trinta e oito anos, amo esta cidade, não mudo daqui por nada. Já disse que São Paulo, Rio e Belo Horizonte, as três, têm a melhor balada gay do mundo, rasguei elogios, e disse que cada qual é diferente. São Paulo é mais noturna, o Rio é mais diurno. Lógico que Rio é mais diurna, praia é praia, só funciona com sol, e quem se delicia com horas de sol e testosterona, fica menos tempo na noite. Não quer dizer que as bibas cariocas não se joguem na noite delas, que é deliciosa.  Quanto a noite paulistana, por Deus, já elogiei até dizer chega. Também falei bem da capital mineira, cuja cena gay é mais low profile, bares mais discretos, universo dos sorrisos e olhares, mas tudo ferve da porta das casas noturnas para dentro.

praia é praia...

Praia é praia...

Por que será que o prêmio de melhor destino gay dado ao Rio fez mal a São Paulo? Nunca encontrei tantos paulistas como neste feriado, no Rio, lá pelas cercanias da Farme de Amoedo. Elogiaram as casas de sucos, coisa típica carioca, um deles, empresário, quer abrir uma aqui em São Paulo. E saíram à noite, se jogaram na balada, animação total. Voltaram para SP com belas olheiras, e os telefones de dois cariocas “deliciosos” no bolso. Provavelmente, as bibas que vierem ao Rio também vão ler sobre a noite paulistana, sobre nossas atrações culturais, nossos restaurantes,  etc…  Só precisamos ser mais agressivos na captação desses turistas. O Rio deu show este ano, disputando – e levando, de Olimpíada a melhor destino gay.  Só não podem uma coisa – se comportarem-se como vizinhos adolescentes. Também não podem encher a paciência do Cavalcanti, que anda curta. Bjs.

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Comentários

Eu também ando com a paciência curta. A minha vida inteira eu tive que ouvir piadas maldosas sobre a violência do Rio, sobre meu sotaque e ultimamente até o futebol virou motivo de ataque (vindos de jornalistas que escrevem se deliciando com a situação dos clubes cariocas, como se isso fosse bom para o futebol brasileiro).

Infelizmente, a grande maioria desses ataques tem origem em São Paulo. Poxa, Lourenço, eu me lembro que em 2006 quando São Paulo teve aquele dia das mães de terror, ninguém aqui que conheça fez piada… A gente sabe na pele o que é violência e ficamos apreensivos, torcendo pelo melhor. Com as enchentes de Santa Catarina ano passado foi o mesmo, embora não tenhamos sofrido com isso.

Que diabos… Essa inveja toda cansa e magoa…

Bom dia novamente Lou!

Adorei o comentário sobre a minha BH!
Concordo plenamente sobre a linha low profile dos mineiros. O mineiro é desconfiado, cauteloso e exigente. É nativo da região, das Minas Gerais.
Até dizem que BH é meio “cidade interior” com grandes prédios… kkk

Sobre a “picuinha” paulista-carioca, que bobagem… As duas cidades têm suas particularidades que somando às outras belas cidades temos um Brasil imenso, multicolorido que, mesmo com tantas intempéries nos diversos setores, somos um povo pacífico, charmoso, acolhedor e bondoso.

O importante é cada cidade dar o melhor de si para receber bem as pessoas que a visitam, sendo gentis, cordiais, acolhedores e apresentarem o que de bom cada uma tem.

Já fui em vários lugares dentro do país e confesso que cada local tem algo especial. Cito algumas: Brasília – mesmo com o tempo seco e pouca umidade você desobre na arquitetura todo o sonho de JK; Porto Seguro (BA) – pura energia e alto astral e retorno às nossas origens; Aracaju (SE) – delícia de cidade, com belo litoral onde destaco Pirambu; São Luís – lençóis que emolduram nosso olhar; Macapá, lá em cima no Amapá – sensação indescritível de “pisar na linha que divide o planeta: Linha do Equador.

Tá vendo? A ordem é que todas juntas formam este belo país, não é?

Abraços,

Gus

Meu caro, note que tudo está lindo mas as colegas não se enturmam muito, né? Alguém de São Paulo conhece um lugar bacana para moças (sic!) onde eu possa levar a namorada sem ter que me deparar com um banquinho e um violão num momento Ana Carolina? Ai…
Fora isso, o RJ sempre será muito bacana, por mais força que façam para acabar com a cidade. E BH eu não conheço bem. Vamos lá para ver o que se passa. Beijas.

Oi Lourenço adorei sua decisão de não dar
Mais espaço para os homofóbicos.
Sobre a picuinha entre paulista-carioca
Relaxa Iasmim moro no interior do Estado do
Rio e concordo com a opinião do Gus toda
Cidade tem seus problemas e suas beleza
Peculiar e juntas formam este país maravilhoso.
Beijos a todos com todo meu carinho!!!!

Lourenço, também adorei a ideia de deixar esses xingamentos todos de fora. Proponho que esse povo pegue um banquinho e vá pregar nas portas das boates, como nos filmes americanos, sabe? Ao menos mostram o rosto.
E é isso, o nosso Brasil tem muita coisa boa e está masi do que na hora de a gente mostrar. Mulata e futebol é pouco. Abraço.

[...] irritar, só respondo o seguinte: falar bem de Buenos Aires significa falar mal do Rio? Mudaram a Farme de Amoedo para lá? Não sejam infantis. Tudo aquilo que defende, valoriza, protege, e reconhece os gays, [...]

[...] jogassem na melhor casa noturna de São Paulo, não por acaso, uma casa gay. A sugestão vale para Rio de Janeiro e São Paulo, diga-se. Eles receberam a sugestão com uma risada temerosa, retrucando, na mesma hora, que não [...]

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