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16 de novembro de 2009

Duílio

O próprio

O próprio

Duílio Ferronato, segundo consta, nasceu em Avaré, interior do estado, e tornou-se uma das figuras paulistanas mais criativas da minha geração. Arquiteto formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, designer, ou seja lá como se chama quem (chiquérrimo) se forma em artes visuais pelo Royal College of Arts de Londres, desenhou por muitos anos móveis para lojas badaladas de São Paulo, talvez até mesmo a cadeira em que você está sentado agora. Meio irrequieto e opiniático, estendeu seus talentos para as letras, assinando uma coluna na Revista da Folha, um blog obrigatório no UOL, e entrou para as artes cênicas, desenhando cenários e objetos para teatro e televisão.  Gostou do cheiro da dramaturgia, e então criou o divertido projeto Tertúlia, no qual jovens atores gravam micro textos em vídeo, em locais populosos da cidade, às vezes matando de susto ou vergonha os transeuntes desavisados. Essa constante evolução evidencia uma capacidade privilegiada de olhar e entender o mundo a sua volta, apesar daqueles óculos de Moliére do século XX.

Ele, e suas idéias luminosas

Ele e suas ideias luminosas

Duílio estreia agora como autor, dramaturgo de verdade, com o espetáculo Se Você Me Amasse, em cartaz a partir de quarta-feira (18), no teatro Satyros, em São Paulo. Lógico que também desenhou o cenário, e, pelo que dizem, mas não sei bem querendo dizer o quê, nosso grande designer bota os atores dormindo em uma cama desenhada no chão!

O texto teria nascido de observações do autor sobre os jovens de hoje em dia – nem eu nem ele nos enquadramos mais nessa categoria – que nem pensam em relacionamentos sérios, traçando planos de vida mais fugazes e individuais, arriscando-se a chegar à maturidade com certa quilometragem, mas quase sem bagagem humana, afetiva. Logo aquela bagagem que tantos personagens, não sem razão, perseguiram no teatro dos últimos séculos. Entendo muito bem isso, e às vezes tenho vontade de dizer à garotada que eles vão sentir muita falta depois, mas será tarde, etc. Não sei se pela idade, eu, solteiríssimo, e já considerado “a última lanterna no rochedo dos encalhados”, estou tão fascinado pelo tema. São apenas dois personagens gays, que atuam com seus próprios nomes, em um texto que qualquer casal, gay ou não, pode se enxergar. Vale a pena conferir.

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Comentários

Pena eu nao poder estar aí para conferir essa vida cultural agitadíssima de Sampa.

Voce ficou sabendo que a PLC122/06 venceu mais uma etapa para ser aprovada? Vi aqui: http://maurilioferreiralima.com.br/?p=3176

Beijos e boa semana!

Rafa.

Oi Lourenço,

Ontem eu vi um casalzinho gay bem novinho – deviam ter seus 15, 16 anos – namorando na praça que eu levo meus cachorros.

Eles não estavam se agarrando como seria esperado para idade. Não aparentava que eles estavam ‘ficando’. Parecia uma namorinho adolescente, um primeiro amor bonitinho.

Eu achei muito fofo e fiquei com um pouco de pena porque sei lá… de repente era o único lugar que eles tinham para namorar.

Meus totós colaboraram e fizeram tudo rapidinho e eu pude sair mais cedo e deixá-los à vontade. :)

Então, ainda existem jovens diferentes e imagino que, em algum momento futuro, o jovens vão rejeitar viver sua juventude como a que os jovens atuais fazem. Esses costumes sociais são coisas cíclicas.

Beijocas para você e os outros queridos visitantes :)

Estou esperando que alguns espetáculo dessa semana, pouse aqui em curitiba, assim poderemos apreciá-los.

Abraço

[...] verão. Estaremos melhor na fita, diga-se, menos galinhas e mais românticos, casadoiros. Meu post sobre Duílio e sua teoria da maturidade homossexual foi oportuno, pois me deparei, no Caderno Ela, Jornal O [...]

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