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24 de novembro de 2009

Jurisprudência

Já vi essa mulher antes...
Já vi essa mulher antes…

Meus caros, vocês podem nem saber o que é jurisprudência, mas é ela que está causando uma revolução em favor dos gays, nesse deserto legislativo chamado Brasil, onde ainda travamos uma batalha surrealista pelo PL 122/06, e temos gente como tia Rosângela Justino e o senador Marcelo Crivela, aquele que por baixo nivela, lutando contra nós.

Lembram-se quando eu disse que a realidade da vida atropela certas questões, que a sociedade segue evoluindo para melhor, e as leis são as últimas a chegar? A prova disso é que o Poder Judiciário já começou, há muito tempo, a aceitar os casamentos de homossexuais, para os quais não há uma lei específica, principalmente nos casos de separações e heranças. Nesses casos, aplica a lei por analogia, com base em princípios do direito, interpreta a própria Constituição Federal,  segue outros casos semelhantes já julgados, e, assim, decide caso a caso. Essa prática, esse conjunto de decisões dos tribunais acerca de uma determinada questão, isso é jurisprudência.

Aqui no Brasil temos um paradoxo: legalmente, para os homossexuais, não existe casamento, só a separação judicial, e essas se dão como com qualquer casal hétero. Isso já é praticamente garantido pela jurisprudência dos tribunais de mais de 13 estados, além do Supremo Tribunal Federal, o tribunal mais importante do país. Vou transcrever para vocês um trecho de um julgado do STF, redigido pelo Ministro Celso de Mello, que diz claramente isso:

  • “Descabe confundir questões jurídicas com questões de caráter moral ou de conteúdo religioso. Ao menos até que o legislador regulamente as uniões homoafetivas – como já fez a maioria dos países do mundo – incumbe ao judiciário emprestar-lhes visibilidade e assegurar-lhes os mesmos direitos que merecem as demais relações afetivas. Essa é a missão fundamental da jurisprudência, que necessita desempenhar seu papel de agente transformador dos estagnados conceitos da sociedade.”

Adoro quando ele fala dos outros países do mundo, e usa a expressão “Estagnados conceitos da sociedade”. Não quero dizer que virou oba oba, que qualquer biba que viveu casada tantos anos, já tem direito a metade do que é do outro, não é isso. Digo que cada caso é um caso, e casais gays e héteros já são, cada vez mais, tratados igualmente pelos juízes, quando da separação. Tenho 20 anos de advocacia, e estou adorando acompanhar isso.

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Comentários

Meu caro, adorei. Beijas.

[...] This post was mentioned on Twitter by Revista Brasileiros, Adriano Nunes. Adriano Nunes said: Boa reflexão. Adoro! http://www.revistabrasileiros.com.br/23b/2009/11/24/jurisprudencia/ [...]

isso e um abisurdo pois se fosse pra dois homens ou duas mulheres se casarem deus tinha feito pessoas so de um sexo nao de dois..

tamta coisa que deve ser feita de extrema importancia no brazil e os politicos vao se importa gastar tempo com o que e obvil que nao pode acontecer daime lisença.

Já falei, Lou!

Tomamos conta!!! (kkkk)…

Brincadeiras a parte, mas a visibilidade GLS é latente, é fato, não tem volta!

E os pretendentes? Muitos?!
;-)

kkk…

Abração,

gus

Mais uma remanescente da “Rosimeire”…

Ninguém merece! Mas como vivemos em democracia..

Luana,
Pedes “daime” do Santo Daime? Não ficou claro….

Lourenço,

Também estou adorando!

Gente que não é gay e se afeta com gays se casarem são infelizes. Só pode!

Eu vou me casar em breve e quero que todos estejam tão felizes quanto eu. Não me interessa com quem se casam e o que fazem entre quatro paredes, desde que o casal esteja bem.

Pecado para mim é disperdiçar a própria vida tomando conta da vida do outro.

Diversidade deixa o mundo mais bonito! Padrões são enfadonhos…

Cresçam seus chatos homofóbicos e arrumem algo de útil para fazer na vida. Homossexualidade não é doença e não é contagiosa. Vocês têm medo de quê?

Amor, apesar de não ser doença, é contagioso, portanto, queridos e queridas do blog, homo ou heterossexuais, eu desejo que vocês achem uma pessoa especial e vivam um grande amor. Isso faz bem para o mundo! :) E, aos que já têm essa sorte, desejo ainda mais companherismo e carinho para enfrentrar a rotina diária sem desgaste. :)

Beijos e abraços amorosos a todos :)

A-D-O-R-O a Iasmim!!!!

E vc, tb Lou…

Kisses!

gus

[...] hipótese neste dia tão significativo, teremos nossos direitos reconhecidos em breve. Lembro as palavras do Ministro Marco Aurélio Melo, “Essa é a missão fundamental da jurisprudência, que necessita desempenhar seu papel de agente [...]

[...] meus caros, pois em muito breve teremos publicada, clara, e válida, a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal brasileiro, nosso tribunal máximo, apoiando a teoria da homoafetividade, e reconhecendo como [...]

[...] homoafetivas, e estamos a um passo de ter uma decisão histórica neste sentido no próprio Supremo Tribunal Federal, que mais tem se parecido com um ringue ultimamente, mas que já se declarou a nosso favor. Uruguai [...]

[...] do planeta, a discussão está queimando solta. Por aqui, continuamos esperando o término daquele julgamento no STF. Já cansei de falar nisso, e nunca perderei a esperança. Continuemos todos com os dedos [...]

[...] sequer o PL 122/06, mas com a chance, que já anunciei a vocês, de conseguir uma super decisão do Supremo Tribunal Federal, e chutar esse congresso travado por Crivella e outros nefastos. Em poucos anos todos poderemos nos [...]

[...] cidadania, emperrou. Ainda assim, estamos a um passo de obter nossa declaração de igualdade no Supremo Tribunal Federal, já com votos sólidos de alguns dos juízes. 13 dos tribunais de justiça estaduais já [...]

[...] casados, alguns há mais de 20 anos. Eles não esperaram a lei mudar para viverem juntos. Os tribunais de justiça já começaram a reconhecer esses casais em questões de dissolução da sociedade conjugal, e [...]

[...] a que chegarem poderá ser levada, se houver apelação, para a Suprema Corte, equivalente ao nosso Supremo Tribunal Federal, cujos julgados valem para o país inteiro. Vale dizer, finalmente o judiciário americano está [...]

[...] Quanto ao tema delicado do casamento, escrevi há dois dias que, talvez lá, como aqui no Brasil, o judiciário resolva antes. Vamos [...]

[...] Unidos.  Acho que nosso legislativo só vai se mover quando centenas de juízes, Brasil afora,  estiverem  sentenciando  em favor dos direitos dos homossexuais. Vamos pagar para [...]

[...] pelo judiciário, no entanto, estão vindo, devagar, mas já se acumulam, ajudando a formar a chamada jurisprudência, soma de decisões já definitivas  que orienta as ações que ainda não terminaram. Afinal, o [...]

[...] Tribunal Militar. A única notícia positiva de ontem foi a eleição de Cesar Peluso para o Supremo Tribunal Federal – é um excelente juiz, honesto e decente. Enquanto o mundo discute o casamento de homossexuais, e [...]

[...] de leis eficazes para nos proteger. Fracasso legislativo, mas um socorro lento e certo está vindo pelas mãos do Judiciário. Tudo isso, no entanto, corre o risco de ficar no papel, se os conselheiros eleitos não se [...]

[...] Contra-mão mundial total. O site Advocate.com de ontem comenta que, mesmo com uma pauta cheia de problemas econômicos complexos, o Congresso americano estaria pronto para votar duas leis importantes para a comunidade homossexual: aquela de põe fim á restrição hipócrita à entrada dos gays nas forças armadas, e outra que protege contra a discriminação em locais de trabalho por conta da orientação sexual. Desnecessário lembrar que em nosso pútrido legislativo, cujo presidente do Senado José Sarney é pai do dono de uma conta bancária (não declarada) na Suíça com mais de U$ 13 milhões, e cujo nobre deputado Paulo Maluf é procurado pela Interpol no mundo inteiro por lavagem de dinheiro, um projeto de lei fundamental contra a homofobia (pl 122/06), considerada crime no mundo inteiro, continua estagnado, e Lula já avisou que não vai discutir temas polêmicos por se tratar de ano eleitoral. Continuo rezando pelo judiciário! [...]

[...] de mandato, e torna-se um subsídio valioso dentro de nossos tribunais superiores, que já produzem jurisprudência sólida e clara em favor da igualdade de direitos para homossexuais. Só para fechar com chave de ouro: a [...]

[...] sido de reconhecer as famílias homoafetivas, um passo para que aceitem o casamento homossexual, matéria que está nas mãos do Supremo Tribunal Federal, onde devemos ganhar a parada ainda esse ano – releiam no link o belo voto do Ministro Celso [...]

[...] Federal. Lá, na mais alta instância do judiciário brasileiro, vamos ganhar novamente, pois o STF já começou a votar matéria semelhante em outro processo, e já tem maioria de votos em [...]

[...] não se entra na questão da sexualidade”. Exatamente esse o entendimento do relator do processo! Gente de mente evoluída consegue ver a realidade dessa [...]

[...] Meninos e meninas deste meu Brasil varonil! Lembram do delirante Lourenço Cavalcanti, afirmando que as coisas estão melhorando lentamente para nós, homossexuais? Essa veio de Pernambuco, onde muitos casais encontravam dificuldades para registrar em cartório qualquer contrato ou documento que dissesse respeito à sua relação homoafetiva, a famosa Escritura Pública de União Estável, ou mesmo testamentos, que protegem um parceiro quando do falecimento do outro. Lá, como aqui em São Paulo há algum tempo, muitos cartorários conservadores se recusavam a reconhecer a legalidade da relação estável entre pessoas do mesmo sexo, e negavam aos homossexuais o registro público dos documentos, que é requisito para a sua validade, ou seja, os deixavam na mão. Entrou em cena a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, que pediu formalmente à Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Pernambuco que intervisse na questão. O corregedor geral, desembargador Bartolomeu Bueno, chegou a ouvir aqueles que reforçavam o lobby público contra os homossexuais, incluindo o Círculo Católico e outras lideranças religiosas, mas decidiu em nosso favor através de um provimento maravilhosamente escrito. [...]

[...] preconceituoso, o que divide as bancadas republicana e democrata. Para nós brasileiros, que só apostamos no judiciário por termos um Congresso Nacional  declaradamente homofóbico, fica a esperança de que o exemplo [...]

[...] deixa impune qualquer degradação moral contra nós. O reconhecimento das relações homoafetivas já está vindo de julgados dos tribunais de justiça estaduais e federais, e até mesmo de medidas administrativas de âmbito [...]

[...] Corte da Califórnia. Como mudar isso? No judiciário já tivemos belas vitórias, até mesmo no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça. No Legislativo, vai ser uma guerra daquelas, preparem-se, mas [...]

[...] eles, os conservadores religiosos, os primeiros a nos combater no Congresso Nacional. Ao menos os Tribunais Superiores de Brasília já começam a nos reconhecer direitos, já falei muito disso aqui. Repararam na [...]

[...] todos iguais perante a lei, o Superior Tribunal de Justiça já nos deu algumas vitórias, e o Supremo Tribunal Federal esta julgando a legalidade constitucional das relações homoafetivas, canso de lembrar isso, mas, como é comum [...]

[...] podem adotar crianças e receber benefícios previdenciários deixados por seus companheiros, e o Supremo Tribunal Federal já está terminando de julgar uma ação em que vários ministros já votaram pela [...]

[...] somos iguais, queremos o mesmo casamento civil a que os héteros têm direito.Vários ministros do Supremo Tribunal Federal já se manifestaram assim, em um julgamento que ainda não acabou. Se o Código Civil ainda fala em [...]

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