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16 de dezembro de 2009

Pobre Budha…

E então Moisés chegou e...

E então Moisés chegou e...

Meus caros, eu detesto falar mal dos outros e de seus projetos. Quem tem espaço na mídia, mesmo que mínimo, tem de ter cuidado e responsabilidade. Quem sou eu para jogar pedra? Mas confesso que fiquei revoltado com a divulgação de uma festa gay “destinada ao público AAA”; entenda-se como um belo babado de biba besta no Buddha Bar, a se realizar na quinta-feira a noite, naquele altar. Os organizadores dizem que essa festa não necessariamente seleciona seu público pelo padrão aquisitivo (tá), “AAA envolve nível cultural”, dizem eles, e não se destina aos “Descamisados da The Week, onde tem público classes B e C também”. Será que vai haver uma prova de ENEM na porta? Só entra quem leu Proust? Tem que mostrar a declaração de IR? Que falta de elegância.

A noite paulistana sempre foi dividida, e, diga-se, democrática, pois tem de tudo para todos. A D-Edge, sexta-feira, é bárbara, e lá ninguém tira a camisa. Sábado, na The Week, quase todos tiram a camisa e se jogam, eu acho isso delicioso. Nenhuma dessas casas escolhe ou exclui seus clientes pela classe social. Alguns acham que tirar a camisa é vulgar, mas quem não quer tirar não é obrigado, eu confesso que tiro a minha, e adoro ficar vendo o corpão dos outros. Não julgo ninguém por isso, o mundo gay sempre foi assim, benza Deus! Os organizadores ficam comparando esse Festim de Balthazar com a The Week, dizendo que “Serão mais isso ou aquilo”. Eu acho que André Almada tem todo direito de sorrir de orelha a orelha, pois essa descrição consagra a TW como referência de lugar de nível, democrático, onde você pode tirar a camisa se quiser, e aonde vai gente de todo tipo. Isso é maravilhoso.

Budhas houve vários na história, embora o mais conhecido seja Sidartha, mas todos eles fizeram do budismo uma religião democrática, acabando com a tirania dos brâmanes sobre o homem comum e pregando o princípio do “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”. Pois essa gente, que se pretende AAA e pinta Budha de dourado, como se fosse o tal bezerro, não entendeu nada disso. Quem quiser ir a essa festa, vá, mas fique por lá!

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Comentários

[...] This post was mentioned on Twitter by Revista Brasileiros, mariorbrasileiros. mariorbrasileiros said: Pobre Budha. Blog 23B na @rev_brasileiros http://www.revistabrasileiros.com.br/23b/2009/12/16/pobre-buddha/ [...]

Meu caro, público AAA? Então não vai ninguém. Beijas.

Menino,
coisa mais antiquada e, concordo, deselegante. Em pleno século XXI, falar em classes sociais, e mencionar nível cultural, isso denota falta de cultura desses meninos.
Fazes muito bem em não ir.
Abraço carinhoso,
Dorita.

Gente de classe de verdade não se acha superior a ninguém… Acho que o convite diz muito sobre os organizadores.

AA e AAA para mim é definição de pilha especial para usar em máquina fotográfica digital ou na guitarrinha do PlayStation! :D :D :D

Beijocas para todos os queridos do blog que não são pilhas (nem pulhas), mas são felizes! :D

FOFA!
Adorei a comparação com as pilhas – são aquelas bem pequenas, não?

Beijos – superiores a tudo!

Lourenço

AA é a pequena e AAA é a palito. :D

Hum… pensando bem deve ter uma comparação Freudiana aí também, mas não digo qual porque já estaria abusando da zombaria! :D :D :D

Querida,
Será que o diminutivo de fálico é fálicozinho? Ou será fálicuzinho?
Bjs

Escrito tem que ser falicozinho… Mas se vc encontrar algum AAA por aí, pode enfatizar o falicUzinho. :D

Nossa, deixa eu limpar meu veneno que escorreu! :D :D :D

Desculpem, queridos. Certas atitutides ridículas tem de ser ridicularizadas. Se auto-intitular classe A já é algo sem classe alguma, mas AAA é demais para minha curta paciência.

Prometo ficar boazinha de novo! :)

Beijocas

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