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4 de fevereiro de 2010

O apoio de Powell

Até a eleição de Obama para a Casa Branca, Colin Powell foi provavelmente o negro que ocupou o mais alto cargo público de seu país, sendo Secretário de Estado durante o governo de George W. Bush, posição à qual renunciou por não se afinar com a “turma” da Casa Branca de então. Um dos militares mais brilhantes da história americana,  Powell sempre foi cotado para ser o primeiro presidente negro, os apresentadores do programa Manhattan Connection apostavam firmemente nele, mas queimou-se demais servindo aos republicanos. Prestou-se ao papelão de justificar a segunda guerra do golfo apresentando provas falsas à ONU, mesmo que visivelmente constrangido na ocasião e renunciando em seguida, mas continuou sendo uma das principais referências americanas das últimas décadas.

Ontem, Powell anunciou publicamente seu apoio à derrubada da política olimpicamente hipócrita do don’t ask, don’t tell (DADT), a qual constrange a participação de homossexuais nas forças armadas americanas, como se lá não estivéssemos desde o início dos tempos. No seu discurso anual à nação, Obama anunciou que cumpriria sua promessa de campanha, e lutaria para derrubar esta lei. Muitos duvidavam, mas, anteontem, os dois mais graduados assessores militares da Casa Branca declararam, perante o Congresso, que lutarão com o presidente. Se Obama surpreendeu, o apoio aos gays vindo de Colin Powell, grande cardeal dos conservadores, deu um susto no mundo inteiro. Pelos seus evidentes méritos pessoais, Powell sempre foi visto como um anjo bom dentre os republicanos, partido ao qual nunca se filiou de fato. É conveniente lembrar que a hipocrisia do DADT foi criada pelo democrata Bill Clinton, marido da atual Secretária de Estado Hillary, pois ele, ocupado com suas estagiárias, não tinha coragem de enfrentar os conservadores. A hipocrisia começou com os Clinton, e parece que pode ser derrubada por Obama, com a ajuda até mesmo de conservadores como Colin Powell. Sempre houve algo de podre naquele reino da Dinamarca, nenhum dos partidos é exatamente limpo, mas, agora, algo parece estar mudando. Será sonhar demais? Em tempo: no Brasil, o presidente Lula acaba de nomear, com aprovação do Congresso brasileiro, um general e um almirante, ambos homofóbicos, para o Superior Tribunal Militar.

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Comentários

Querido,

Apesar de ter muitas críticas, algumas bem severas, à DADT, eu acho que foi um primeiro – embora tímido – passo. Talvez até tenha salvo algumas vidas.

Vamos torcer para que o Obama possa influenciar a aprovação de uma lei menos hipócrita. Infelizmente, no entanto, não cabe só a ele…

A população também precisa fazer sua parte e se tornar, ao menos, mais tolerante. Estamos chegando lá. Vamos comemorando as vitórias. :)

Beijocas

[...] armadas, derrubando a lei  don’t ask don’t tell. Lembrem que o ex-secretário de estado Collin Powel, já nos deu igual apoio há poucas [...]

[...] Tribunal Federal – é um excelente juiz. Enquanto o mundo discute o casamento de homossexuais, e até Collin Powel defende os gays no exército, o Brasil expõe Marcelo Dourado, sem pudor algum. Precisamos de gente [...]

[...] não apenas aceita homossexuais, como age contra a discriminação destes em suas funções.  O Exército norte-americano, com muito atraso, está revendo sua própria política de restrição neste [...]

[...] gays que foram vítimas da lei preconceituosa, com relatos pessoais bem escritos e suas fotos. Não falo apenas de Collin Powell, mas de caras bonitões (vide foto), fardados, com carreiras brilhantes, dando a cara para bater em [...]

[...] apóia ambas as leis, e vários republicanos influentes, congressistas ou não, sempre lembro de Collin Powell, se manifestaram a nosso favor. Só que a coisa ainda anda muito devagar. Por que? Por uma simples [...]

[...] quer ganhar tempo e argumentos que justifiquem seu silêncio, nem sequer o apoio de Nancy Pelosi e Colin Powell são capazes de [...]

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