Revista > Edição 1 - Julho/2007 > 30 dias na vida dos brasileiros

Niemeyer versão Niemeyer

Arquiteto revê o próprio projeto, tapa as janelas, muda os elevadores e dá ao MAC da USP uma casa nova, com pé direito alto e atmosfera digna de um museu

Nirlando Beirão

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Às vésperas de seus 100 anos, Oscar Niemeyer é quem toma a iniciativa de dar de presente à maltratada São Paulo mais um recorte de seu talento de urbanista.

Aquele prédio de dez andares do Detran, que o próprio Niemeyer projetou em 1954, como que servindo de moldura sólida ao anfiteatro de curvas, marquises, pilotis e árvores que é o Ibirapuera, vai ganhar figurino mais compatível ao século 21 e a seus novos propósitos. Sai o vodu fantasmagórico do trânsito, entra o Museu de Arte Contemporânea da USP.

Não será só um toque cosmético, mas uma plástica radical. Somem os vidros e os brise-soleil, toda a fachada será fechada com um revestimento para criar aquela atmosfera abrigada de museu lá dentro. Toda a circulação, incluindo rampas e elevadores, será transferida para fora do prédio original.

As obras ficam prontas a tempo de comemorar os 101 anos de Niemeyer, em 2008.

CADEIRA DO VOVÔ
Doze peças ao todo, co-assinadas pela filha Anna Maria. A cadeira de balanço, de vertiginosa ousadia, já é conhecida (na foto). Mas também poltronas, sofá, banqueta. No ano do centenário do arquiteto, a OfficeBrasil - que ganhou contrato de exclusividade da Fundação Oscar Niemeyer - prepara-se para revelar, no conjunto, essa que é a faceta menos conhecida do mestre. E nem por isso menos talentosa.

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