Revista > Edição 28 - Novembro/2009 > 30 dias na vida dos brasileiros
Cem anos de Ataulfo Alves
Os astros garantiram ao compositor requintada inspiração, espírito batalhador e muita sorte
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Ataulfo inaugurou um novo estilo de fazer samba, com grande talento e capacidade criativa. Seu jeito manso e tranquilo (muito bem explicado por Vênus trígono Júpiter e sextil Netuno, que confere delicadeza e sensibilidade) deu um colorido diferente à música que fluía dos morros e dos subúrbios cariocas na década de 1930. Sua história é também a trajetória de um filósofo popular, verdadeiro mestre em criar provérbios ("Laranja madura, na beira da estrada..."), que até hoje estão presentes em nosso imaginário (Mercúrio trígono Urano é um aspecto ligado a pensadores originais e progressistas).
Varios aspectos astrológicos reforçam o talento, o senso estético, a alma de poeta: conjunção do Sol com o planeta Vênus (ligado a harmonia, arte e beleza); a Lua no signo de Libra, cuja principal busca é a união, a afetividade, a arte e o anseio pela paz e alegria; Mercúrio e Vênus no signo de Touro, que dão facilidade de expressão, atração pelo canto e pela música; Netuno em Câncer e em sextil com Sol, que explicam o caráter imaginativo e sonhador com gosto refinado. O Sol bem aspectado com Júpiter e Netuno expressa a vida social intensa, a atração pela boemia e a grande proteção, sendo sempre ajudado por alguém, quando necessário.
Aos 18 anos, em 1927, Ataulfo aceitou o convite do dr. Afrânio Moreira Resende, médico de Miraí, para acompanhá-lo ao Rio de Janeiro, onde fixaria residência. Nesse momento, Urano, o planeta da independência e da ruptura, e Saturno, o grande construtor, faziam aspecto com a Lua, Júpiter e Saturno radicais, provocando uma mudança repentina de cidade, mudança essa realizada com organização, planejamento e com golpes de sorte.
Em 1928, com apenas 19 anos, ele se casou. Nessa época, já tocava violão, cavaquinho e bandolim e começava a compor, tornando-se diretor de harmonia do Fale quem quiser, bloco organizado pelos moradores do bairro onde vivia. Esse período fica marcado por uma conjunção de Júpiter em trânsito com Sol e Vênus radicais, favorável a firmar compromissos de longo prazo, expansão dos talentos artísticos e por um trígono a Júpiter radical, propiciando a melhoria de vida.
Em 1933, Almirante gravou o samba Sexta-feira, sua primeira composição a ser lançada em disco. Dias depois, Carmen Miranda, que ele havia conhecido antes de ser cantora, gravou Tempo perdido, garantindo sua entrada no mundo artístico. Um aspecto harmônico entre Júpiter em trânsito e Sol, Vênus e Urano radicais traz sorte e novas oportunidades, acompanhadas de prestígio profissional, bons contratos e ganho de dinheiro.
Em 1941, a situação financeira difícil e a recusa dos cantores em gravar sua composição fizeram com que ele próprio lançasse Ai, que saudades da Amélia, com letra de Mário Lago e abertura de Jacó do Bandolim, gravado em 27 de novembro de 1941 e que obteve grande sucesso no carnaval carioca de 1942. No dia da primeira gravação desse primor da música popular brasileira, Vênus em trânsito estava sobre seu Urano de nascimento, oferecendo oportunidades inesperadas, enquanto Saturno e Mercúrio tencionavam seu Mercúrio radical, mostrando as dificuldades originadas pelas recusas de intérpretes da época para gravação desse samba.
Em 1961, Ataulfo participou de uma caravana de divulgação da música popular brasileira na Europa, para onde levou Mulata assanhada e Na cadência do samba. O trânsito de Júpiter em relação à Lua radical e de Plutão a Júpiter radical promovia sucesso, honrarias, popularidade aumentada e viagens bem-sucedidas ao exterior. A produção autoral de Ataulfo Alves é estimada em 658 músicas.



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