O lado B da notícia > Flip 200904/07/2009 - 15h31
Escutando Alex Ross
Jornalista e crítico musical fala de seu lançamento de livro no Brasil
Luiz Guilherme Stifter, de Paraty (RJ)
O livro, segundo Arthur e confirmado por Alex, pode ser considerado mais um romance do que propriamente um livro de ensaios intercalados sobre a vida dos grandes compositores de música erudita do século XX. Na obra, encontram-se a trajetória de vida de nomes como Stravinsky, Benjamim Britten, Schoenberg, Sibelius e Shostakovich.
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Alex acredita que a música erudita está passando por um período de maior popularização em virtude da internet. Essa emergente ferramenta tecnológica permite com que se tenha maior acesso a críticas, informações e aos próprios trechos das músicas que se deseja conhecer. No início do século XX, os grandes compositores eram considerados celebridades, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Em meados do século, a música erudita entrou em decadência, ressurgindo, ainda que gradualmente, no final do século.
Poucos brasileiros são citados na obra. Villa-Lobos é o de maior destaque. "O livro é uma história sobre a vida de compositores europeus, sobretudo", esclarece Alex. Mas comenta a importância do universo musical brasileiro, pontuando que a música popular tupiniquim é muito próxima da erudita.
Durante basicamente toda sua explanação, Alex Ross deixou claro que a composição musical é um elemento artístico global que ultrapassa barreiras culturais, e que não devemos nos preocupar somente em distinguir aquilo que é clássico daquilo que é moderno - a música erudita é para ser ouvida e apreciada sob todos os seus aspectos. "Desejo que O Resto é Ruído faça com que as pessoas entrem em contato com a música erudita. Para isso, tentei mesclar um pouco da vida e da obra dos grandes compositores do século XX", finaliza o autor.



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